quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Internacional perde no tempo normal mas vence na prorrogação o Estudiantes, conquista a Copa Sul-Americana e leva todos os títulos continentais

Foi mais duro do que o torcedor esperava. Diante de um Beira-Rio lotado, o Internacional levou 1 a 0 no tempo normal e só conseguiu conquistar o título da Copa Sul-Americana com uma vitória na prorrogação sobre o Estudiantes por 1 a 0, resultado que deu o primeiro troféu do torneio para o futebol brasileiro depois de sete anos de disputa.

O título continental, apesar de todo o sufoco, evitou um fim de ano frustrado para o torcedor colorado, que viu um time milionário não evoluir dentro do Brasileirão (é apenas o sexto colocado), ao passo que o rival Grêmio disputa a taça com o São Paulo, mesmo com um orçamento menor e sem estrelas no elenco.

Para o duelo decisivo no Beira-Rio, o técnico Tite não pôde contar com o volante Guiñazu, expulso na primeira partida, em La Plata, e com o zagueiro Índio, machucado - teve de dar vaga para o jovem Danny Morais. Já o Estudiantes mudou a postura do último confronto e entrou com quatro novidades em campo.

O time argentino decidiu se voltar para a marcação, apesar de precisar da vitória, e fez o jogo ficar truncado e faltoso. Aos 22 minutos, a torcida colorada reclamou de um pênalti não marcado pelo uruguaio Jorge Larrionda, quando Bolívar tentou o cruzamento e o zagueiro Alayes meteu a mão na bola ao dar o carrinho para fazer o corte.

O apito, aliás, também foi motivo de polêmica pelo lado argentino. Aos 32 minutos, o experiente Verón cobrou falta e levantou na área gaúcha. O atacante Boselli surgiu por trás da zaga do Internacional e desviou de cabeça para o fundo das redes de Lauro. Para sorte colorada, a arbitragem assinalou impedimento.

Apesar de não ter o mesmo domínio do último confronto, o Internacional foi quem teve a melhor chance para tirar o marcador do zero no primeiro tempo. Aos 41 minutos, D'Alessandro rolou a bola para Andrezinho. O jogador bateu forte e o goleiro Andújar executou um verdadeiro milagre ao desviar o chute do brasileiro com as pontas dos dedos.

O panorama no segundo tempo, no entanto, se inverteu. O Estudiantes se soltou mais e assustou o time gaúcho nas jogadas aéreas. Foi assim que surgiu o gol argentino. Aos 20 minutos, Benítez cobrou falta e levantou na área. A bola sobrou para o zagueiro Alayes, que encheu o pé para estufar as redes de Lauro.

O Beira-Rio silenciou. A confiança e o entusiasmo do torcedor colorado deram lugar ao desespero. Aliás, o técnico Tite também se entregou ao nervosismo e

errou nas alterações. Tirou de campo o meia Alex, principal nome do time, para colocar Taíson - o Inter foi para a prorrogação sem seu principal cobrador de faltas.

No melhor estilo argentino, o Estudiantes voltou a se fechar para tentar levar o jogo para a disputa dos pênaltis. No entanto, o Inter teve mais pernas e pressionou o tempo inteiro. A persistência gaúcha foi premiada aos 8 minutos da prorrogação, quando Nilmar aproveitou rebote na área e estufou as redes de Andújar, garantindo a festa vermelha e branca.

Com o sofrido título da Copa Sul-Americana, o colorado gaúcho fechou um ciclo de grandes conquistas internacionais, algo que nenhum outro clube brasileiro conseguiu até o momento: o Inter já tinha levado a Libertadores e o Mundial, em 2006, e a Recopa, em 2007 - apenas o Boca Juniors tem em sua sala de troféus todos essas taças.


Fonte: Estadao.com.br

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