O título continental, apesar de todo o sufoco, evitou um fim de ano frustrado para o torcedor colorado, que viu um time milionário não evoluir dentro do Brasileirão (é apenas o sexto colocado), ao passo que o rival Grêmio disputa a taça com o São Paulo, mesmo com um orçamento menor e sem estrelas no elenco.
Para o duelo decisivo no Beira-Rio, o técnico Tite não pôde contar com o volante Guiñazu, expulso na primeira partida, em La Plata, e com o zagueiro Índio, machucado - teve de dar vaga para o jovem Danny Morais. Já o Estudiantes mudou a postura do último confronto e entrou com quatro novidades em campo.
O time argentino decidiu se voltar para a marcação, apesar de precisar da vitória, e fez o jogo ficar truncado e faltoso. Aos 22 minutos, a torcida colorada reclamou de um pênalti não marcado pelo uruguaio Jorge Larrionda, quando Bolívar tentou o cruzamento e o zagueiro Alayes meteu a mão na bola ao dar o carrinho para fazer o corte.
O apito, aliás, também foi motivo de polêmica pelo lado argentino. Aos 32 minutos, o experiente Verón cobrou falta e levantou na área gaúcha. O atacante Boselli surgiu por trás da zaga do Internacional e desviou de cabeça para o fundo das redes de Lauro. Para sorte colorada, a arbitragem assinalou impedimento.
Apesar de não ter o mesmo domínio do último confronto, o Internacional foi quem teve a melhor chance para tirar o marcador do zero no primeiro tempo. Aos 41 minutos, D'Alessandro rolou a bola para Andrezinho. O jogador bateu forte e o goleiro Andújar executou um verdadeiro milagre ao desviar o chute do brasileiro com as pontas dos dedos.
O panorama no segundo tempo, no entanto, se inverteu. O Estudiantes se soltou mais e assustou o time gaúcho nas jogadas aéreas. Foi assim que surgiu o gol argentino. Aos 20 minutos, Benítez cobrou falta e levantou na área. A bola sobrou para o zagueiro Alayes, que encheu o pé para estufar as redes de Lauro.
O Beira-Rio silenciou. A confiança e o entusiasmo do torcedor colorado deram lugar ao desespero. Aliás, o técnico Tite também se entregou ao nervosismo e
errou nas alterações. Tirou de campo o meia Alex, principal nome do time, para colocar Taíson - o Inter foi para a prorrogação sem seu principal cobrador de faltas.
Com o sofrido título da Copa Sul-Americana, o colorado gaúcho fechou um ciclo de grandes conquistas internacionais, algo que nenhum outro clube brasileiro conseguiu até o momento: o Inter já tinha levado a Libertadores e o Mundial, em 2006, e a Recopa, em 2007 - apenas o Boca Juniors tem em sua sala de troféus todos essas taças.
Fonte: Estadao.com.br
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