O Fluminense não foi uma presa fácil para o Cruzeiro, neste domingo, no Mineirão, no confronto entre "caçador" e "caça", de acordo com definição do atacante tricolor Washington, mas não conseguiu resistir à pressão celeste. A vitória cruzeirense, por 1 a 0, manteve o sonho de chegar ao título brasileiro, apesar dos quatro pontos que o separam do líder São Paulo. Beneficiado pela derrota do Palmeiras para o Grêmio, por 1 a 0, o clube mineiro ficou em terceiro lugar. Já o time carioca segue ameaçado pelo rebaixamento, ocupando a 16ª posição.
Washington havia utilizado a comparação por causa do fato de os dois clubes precisarem da vitória, mas por motivos diferentes. O time da casa assumiu o papel de "caçador" por jogar pelo título, enquanto a equipe visitante, virou a "caça", por jogar pela sua sobrevivência na Série A do Brasileiro.
Antes do jogo, o clima era de festa com a celebração da paz, manifestada por meio de balões brancos soltos, juntamente com fogos de artifício, durante a entrada jogadores celestes em campo. Os atletas cruzeirenses, rodeados de crianças, estavam com uma camiseta branca em cima da oficial, com a imagem do mapa mundial estampado no peito.
Com a bola rolando, em um Mineirão que recebeu um público pequeno para a tradição e a importância do jogo, o Cruzeiro, na maior parte da partida exerceu realmente o papel de "caçador", procurando acuar a sua "presa". O tricolor mais se defendeu, tentando encaixar um contra-ataque, geralmente pelo lado direito do seu ataque, com Everton Santos.
O Cruzeiro vinha de uma derrota para o Goiás, por 3 a 0, no Serra Dourada, domingo passado, em que teve péssima atuação. Por isso, o time de Adilson Batista entrou mais atento e correndo muito para tentar repetir o que havia feito na vitória sobre o Grêmio, em sua penúltima partida, quando fez o primeiro gol do triunfo por 3 a 0, aos 14 segundos.
Já o Fluminense, que após a derrota para o Vasco, por 1 a 0, no final de semana passado, havia vencido o Figueirense, pelo mesmo placar, no Estádio Orlando Scarpelli, na última quarta-feira, no completo da partida que tinha sido adiada por falta de energia elétrica, entrou em um ritmo um pouco mais lento, em alguns momentos dando a impressão que o empate não desagradava de todo.
"O jogo de quarta-feira deixou o nosso time muito apático, principalmente no primeiro tempo. No segundo tempo melhorou um pouquinho, mas eu estava ali sem saber quem tirar, tinha muita gente abaixo do rendimento e o jogo de quarta-feira foi atípico e tirou muito dos jogadores", comentou René Simões.
Com a vitória o Cruzeiro foi a 61 pontos e mantém as esperanças de chegar ao título brasileiro. Por isso, uma vitória sobre o Náutico, em Recife no próximo sábado, será de grande importância para o clube celeste seguir na perseguição de seu objetivo e tentar evitar o tricampeonato do São Paulo. O time celeste foi derrotado longe de Belo Horizonte em seus últimos três jogos.
"Até a última rodada, se o São Paulo ou o Grêmio, ou Palmeiras ou Flamengo estando três pontos e a gente decidir com a Portuguesa eu vou acreditar, eu tenho que acreditar, até pelo número de vitórias. Vamos aguardar", disse Adilson Batista, referindo-se ao fato de o Cruzeiro ter 19 vitórias, uma a mais que os demais integrantes do G-4.
Já o Fluminense continuou com 37 pontos e está cada vez mais ameaçado de rebaixamento para a Série B do Brasileiro. No próximo sábado, o tricolor carioca terá um confronto chamado de "jogo de seis pontos" contra a Portuguesa, no Maracanã. A Lusa tem 36 pontos e está na área de risco.
Com os mesmos 37 pontos do Fluminense estão o Vasco, o 15º e o Náutico, 17º, que abre a zona de rebaixamento. O goleiro Fernando Henrique espera poder ajudar o seu time a sair dessa incômoda situação. "Fui importante quando fomos campeões da Copa do Brasil e vice-campeão da Libertadores e não é porque estamos na briga contra o rebaixamento que eu não vou ajudar", comentou o goleiro tricolor.
Já o volante Ramires, do Cruzeiro, era só alegria, pelo gol que manteve as chances do time mineiro na disputa pelo título. "Consegui fazer boa partida, junto com meus companheiros, mais uma vez contra o Fluminense. Continuamos na luta pelo título e agora é continuar trabalhando", afirmou. Ele não poupou elogios ao companheiro Guilherme, que fez a assistência. "O Guilherme teve visão espetacular e eu fui feliz em fazer o gol", ressaltou.
No primeiro tempo, o Cruzeiro criou e desperdiçou muitas oportunidades, finalizando pelo menos oito vezes a gol, com algum período para o adversário. O goleiro Fernando Henrique apareceu com ótimas intervenções. "O Fernando Henrique fez belas defesas, impedindo o nosso gol, temos que ter paciência que a bola vai entrar. Estamos finalizando a todo o momento", afirmou Jajá, no intervalo.
Já o atacante Everton Santos, do Fluminense, considerou ao retornar ao gramado para o segundo tempo, que sua equipe começou um "pouco devagar". "Ele (René Simões) pediu mais atenção nesse encaixe de marcação diante do Cruzeiro e pediu para encaixar uma bola no contra-ataque e fazer o gol.", observou.
O Cruzeiro, que aos 44 minutos do primeiro tempo, tinha trocado Fernandinho, contundido, por Carlinhos, teve outra mudança, logo no começo da partidas, mas dessa vez por opção tática. Adilson Batista colocou Wanderley no lugar de Jajá, que havia entrado na vaga de Thiago Ribeiro, vetado por causa de contusão na coxa esquerda.
Na etapa final, o "caçador" Cruzeiro continuou com a maior posse de bola, atacando mais, mas com dificuldades para penetrar a defesa da "presa" carioca, que se defendia com todas as forças, já que se um ponto não era o ideal, também não era de todo ruim.
Mas o "caçador" encurralou a "caça" e, depois de muito tentar, chegou ao
Gol, aos 26min, quando Guilherme fez boa jogada, cruzou da esquerda e Ramires completou de cabeça, abrindo o placar. Perdendo o jogo, o Fluminense se lançou ao ataque, buscando o gol do empate, e invertendo os papéis, momentaneamente, já que a "caça" encurralou o "caçador". Mas, o time carioca se expôs ao contra-ataque, e time cruzeirense ainda desperdiçou chances de ampliar o marcador.
Fonte: UOL Esporte
Washington havia utilizado a comparação por causa do fato de os dois clubes precisarem da vitória, mas por motivos diferentes. O time da casa assumiu o papel de "caçador" por jogar pelo título, enquanto a equipe visitante, virou a "caça", por jogar pela sua sobrevivência na Série A do Brasileiro.
Antes do jogo, o clima era de festa com a celebração da paz, manifestada por meio de balões brancos soltos, juntamente com fogos de artifício, durante a entrada jogadores celestes em campo. Os atletas cruzeirenses, rodeados de crianças, estavam com uma camiseta branca em cima da oficial, com a imagem do mapa mundial estampado no peito.
Com a bola rolando, em um Mineirão que recebeu um público pequeno para a tradição e a importância do jogo, o Cruzeiro, na maior parte da partida exerceu realmente o papel de "caçador", procurando acuar a sua "presa". O tricolor mais se defendeu, tentando encaixar um contra-ataque, geralmente pelo lado direito do seu ataque, com Everton Santos.
O Cruzeiro vinha de uma derrota para o Goiás, por 3 a 0, no Serra Dourada, domingo passado, em que teve péssima atuação. Por isso, o time de Adilson Batista entrou mais atento e correndo muito para tentar repetir o que havia feito na vitória sobre o Grêmio, em sua penúltima partida, quando fez o primeiro gol do triunfo por 3 a 0, aos 14 segundos.
Já o Fluminense, que após a derrota para o Vasco, por 1 a 0, no final de semana passado, havia vencido o Figueirense, pelo mesmo placar, no Estádio Orlando Scarpelli, na última quarta-feira, no completo da partida que tinha sido adiada por falta de energia elétrica, entrou em um ritmo um pouco mais lento, em alguns momentos dando a impressão que o empate não desagradava de todo.
"O jogo de quarta-feira deixou o nosso time muito apático, principalmente no primeiro tempo. No segundo tempo melhorou um pouquinho, mas eu estava ali sem saber quem tirar, tinha muita gente abaixo do rendimento e o jogo de quarta-feira foi atípico e tirou muito dos jogadores", comentou René Simões.
Com a vitória o Cruzeiro foi a 61 pontos e mantém as esperanças de chegar ao título brasileiro. Por isso, uma vitória sobre o Náutico, em Recife no próximo sábado, será de grande importância para o clube celeste seguir na perseguição de seu objetivo e tentar evitar o tricampeonato do São Paulo. O time celeste foi derrotado longe de Belo Horizonte em seus últimos três jogos.
"Até a última rodada, se o São Paulo ou o Grêmio, ou Palmeiras ou Flamengo estando três pontos e a gente decidir com a Portuguesa eu vou acreditar, eu tenho que acreditar, até pelo número de vitórias. Vamos aguardar", disse Adilson Batista, referindo-se ao fato de o Cruzeiro ter 19 vitórias, uma a mais que os demais integrantes do G-4.
Já o Fluminense continuou com 37 pontos e está cada vez mais ameaçado de rebaixamento para a Série B do Brasileiro. No próximo sábado, o tricolor carioca terá um confronto chamado de "jogo de seis pontos" contra a Portuguesa, no Maracanã. A Lusa tem 36 pontos e está na área de risco.
Com os mesmos 37 pontos do Fluminense estão o Vasco, o 15º e o Náutico, 17º, que abre a zona de rebaixamento. O goleiro Fernando Henrique espera poder ajudar o seu time a sair dessa incômoda situação. "Fui importante quando fomos campeões da Copa do Brasil e vice-campeão da Libertadores e não é porque estamos na briga contra o rebaixamento que eu não vou ajudar", comentou o goleiro tricolor.
Já o volante Ramires, do Cruzeiro, era só alegria, pelo gol que manteve as chances do time mineiro na disputa pelo título. "Consegui fazer boa partida, junto com meus companheiros, mais uma vez contra o Fluminense. Continuamos na luta pelo título e agora é continuar trabalhando", afirmou. Ele não poupou elogios ao companheiro Guilherme, que fez a assistência. "O Guilherme teve visão espetacular e eu fui feliz em fazer o gol", ressaltou.
No primeiro tempo, o Cruzeiro criou e desperdiçou muitas oportunidades, finalizando pelo menos oito vezes a gol, com algum período para o adversário. O goleiro Fernando Henrique apareceu com ótimas intervenções. "O Fernando Henrique fez belas defesas, impedindo o nosso gol, temos que ter paciência que a bola vai entrar. Estamos finalizando a todo o momento", afirmou Jajá, no intervalo.
Já o atacante Everton Santos, do Fluminense, considerou ao retornar ao gramado para o segundo tempo, que sua equipe começou um "pouco devagar". "Ele (René Simões) pediu mais atenção nesse encaixe de marcação diante do Cruzeiro e pediu para encaixar uma bola no contra-ataque e fazer o gol.", observou.
O Cruzeiro, que aos 44 minutos do primeiro tempo, tinha trocado Fernandinho, contundido, por Carlinhos, teve outra mudança, logo no começo da partidas, mas dessa vez por opção tática. Adilson Batista colocou Wanderley no lugar de Jajá, que havia entrado na vaga de Thiago Ribeiro, vetado por causa de contusão na coxa esquerda.
Na etapa final, o "caçador" Cruzeiro continuou com a maior posse de bola, atacando mais, mas com dificuldades para penetrar a defesa da "presa" carioca, que se defendia com todas as forças, já que se um ponto não era o ideal, também não era de todo ruim.
Mas o "caçador" encurralou a "caça" e, depois de muito tentar, chegou ao
Gol, aos 26min, quando Guilherme fez boa jogada, cruzou da esquerda e Ramires completou de cabeça, abrindo o placar. Perdendo o jogo, o Fluminense se lançou ao ataque, buscando o gol do empate, e invertendo os papéis, momentaneamente, já que a "caça" encurralou o "caçador". Mas, o time carioca se expôs ao contra-ataque, e time cruzeirense ainda desperdiçou chances de ampliar o marcador.
Fonte: UOL Esporte
Nenhum comentário:
Postar um comentário