segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Desempenho dos cariocas na série A - 27º rodada

Salvo no apagar das luzes. Desta forma o Fluminense conseguiu empatar a partida contra o Botafogo em 1 a 1 e salvou sua pele de acumular mais uma derrota no Campeonato Brasileiro. Com um gol aos 46 minutos do segundo tempo, marcado por Edcarlos, o Tricolor respirou aliviado, ainda que em situação desesperadora, e fez o Alvinegro ver a aproximação do G4 escorrer pelas suas mãos.

A formação ofensiva que o treinador Cuca mandou a campo surtiu efeito no início da partida. Com Conca dominando o meio-de-campo e explorando a velocidade dos atacantes Ciel e Maicon, o Fluminense tinha mais volume de jogo e era melhor. O Botafogo encontrava dificuldade para sair de seu campo de defensa e Wellington Paulista estava muito isolado na frente, disputando bolas com os zagueiros tricolores.

Ciel era a grata a surpresa e levava perigo ao gol alvinegro. Em duas oportunidades, quase abriu o placar. Em uma, Castilho fez ótima defesa, e em outra, a bola passou rente à trave.

Porém, quando o gol do Fluminense já parecia maduro, veio o golpe. Num contra-ataque, Lucio Flavio foi a linha de fundo e com sua maestria habitual, colocou a bola na cabeça de Carlos Alberto, que a mandou para o fundo das redes virando, assim, o autor do milésimo gol da história do clássico.

O feito do Glorioso acabou segurando o ímpeto tricolor que, após tal tento, não se encontrou mais em campo. Não fosse a trave, num chute cara-a-cara de Zé Carlos, o Botafogo poderia sair de campo com um resultado mais amplo no primeiro tempo.

Precisando desesperadamente da vitória, o Fluminense foi com tudo para a segunda etapa em busca do empate. Cuca colocou Alan no lugar de Somália para dar mais mobilidade ao ataque e a substituição parecia surtir efeito. Entretanto, quando mais uma vez era melhor na partida, o Tricolor sofreu uma ducha de água fria.

Carlos Alberto puxou um contra-ataque e levou um carrinho de Thiago Silva. O árbitro Péricles Bassols interpretou que a jogada merecia cartão vermelho e assim a fez. Com a expulsão, Cuca achou por bem tirar Ciel (que era o melhor em campo) e colocar Roger para repôr a defesa.

Com um a menos, o Fluminense não conseguiu mais se impôr e criar oportunidades. Ao Botafogo, restou administrar o placar e tocar a bola. Porém no fim, contando com um pouco de sorte, Junior Cesar cruzou e Edcarlos, que estava caído, conseguiu se levantar a tempo e escorar para o fundo das redes, aos 46 minutos do segundo tempo, para empatar o jogo.

O apito final do árbitro acabou não sendo bom para ninguém. O Tricolor continua na zona da degola e o Glorioso deixou de se aproximar dos líderes da competição.

Alívio de um lado, drama no outro. No confronto entre dois times desesperados para escapar da degola, o Ipatinga venceu o Vasco por 3 a 1 neste domingo, em Minas Gerais, em jogo válido pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro, confirmando a boa campanha recente como mandante - quatro vitórias e um empate nos últimos cinco jogos no Ipatingão.

Com o resultado, gols de Rodriguinho, Adeílson e Pablo Escobar (Edmundo descontou), a equipe mineira ainda não deixou a zona de rebaixamento da competição, mas chegou a 27 pontos na tabela e saiu da lanterna, ocupando agora a 17ª colocação, ultrapassando assim o clube carioca que, com 26, caiu uma posição - está no 18º lugar.

Este foi o sexto jogo sem um resultado positivo do time de São Januário na competição (cinco derrotas e um empate) e o quinto sem derrota do Tigre como mandante (quatro vitórias e um empate).

E enfrentar o Ipatinga em Minas Gerais segue como um problema para o técnico Renato Gaúcho: após uma derrota para o adversário no local, em 10 de agosto, por 2 a 1, pelo Fluminense, que colocou o time carioca na penúltima colocação, ele foi demitido.

Em uma tarde ensolarada, um primeiro tempo sem brilho algum - condizente com a com a posição de ambos na tabela. Os mandantes, sem esforço, controlaram as ações, enquanto o adversário, errando muitos passes no meio-de-campo, foi, sem sucesso, uma equipe de uma nota só, a bola aérea.

Aos 17 minutos, o Ipatinga abriu o placar. Leandro Salino recebeu passe de Adeílson na grande e bateu para defesa parcial de Tiago. No rebote, Leandro passou para Rodriguinho chutar rasteiro - a bola, defensável, passou sob o goleiro e entrou. Já o Vasco não finalizou durante a etapa.

No segundo tempo, uma partida diferente. A equipe cruzmaltina voltou no esquema 4-4-2 e buscando o ataque, enquanto a mineira aproveitou bem os contra-ataques por meio dos espaços oferecidos pela defesa vascaína, especialmente pelos lados do campo.

Após dois bons ataques do Ipatinga, o Vasco empatou o jogo aos nove minutos: em ataque veloz, Leandro Amaral dá ótimo passe na direita de ataque para Edmundo, que invade a área e bate cruzado, empatando o confronto. Porém, o esforço dos visitantes, que passaram a pressionar, o que durou apenas cinco minutos.

Aos 14 minutos, Gilsinho ganhou de Jorge Luiz na grande área cruzmaltina. O zagueiro cai, tocou a mão na bola e cometeu o pênalti infantil. Adeílson cobrou bem e marcou.

Abalado pelo golpe, o time carioca pouco produziu depois disso. E ainda deu tempo do meia boliviano Pablo Escobar marcar, aos 41 minutos, o primeiro gol de um estrangeiro com a camisa do clube mineiro (ele é o primeiro a vestí-la).

Sob gritos de olé da torcida mineira, os torcedores cruzmaltinos que ficaram no estádio terminaram o confronto de costas para o gramado.

Na próxima rodada do Campeonato Brasileiro, o Ipatinga joga novamente em casa: enfrenta o São Paulo, no sábado que vem, às 16h. Já o Vasco, no mesmo dia, contudo mais tarde, às 18h20, recebe o Figueirense em São Januário.


Fonte: Lancenet

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